Como Criar Apps Jurídicos com IA: Guia Prático com Claude e Gemini para Profissionais do Direito

A criação de aplicativos jurídicos deixou de ser uma atividade restrita a programadores. Com modelos de linguagem avançados como Gemini, do Google, e Claude, da Anthropic, profissionais do Direito já conseguem estruturar, desenvolver e testar aplicações jurídicas completas apenas descrevendo o que precisam em linguagem natural.

Criar Apps Jurídicos com IA: O Novo Fluxo de Desenvolvimento

Ao usar Gemini ou Claude, o desenvolvimento de um app jurídico segue uma lógica diferente da programação tradicional. Em vez de escrever código do zero, o profissional jurídico passa a:

  1. Definir o problema jurídico
  2. Descrever o comportamento esperado do app
  3. Validar a lógica legal
  4. Ajustar o código gerado pela IA

A IA assume o papel de programador, enquanto o jurista atua como arquiteto da solução.

Como Criar um App Jurídico com o Gemini

O Gemini é especialmente indicado para a criação de aplicações, pois possui o recurso Canvas, que permite trabalhar com código, interface e lógica de forma organizada e contínua.

Acessando o Canvas no Gemini

Ao entrar no Gemini, o primeiro passo é garantir que você está usando uma versão que ofereça o Canvas. Essa funcionalidade abre um ambiente dedicado para desenvolvimento, diferente do chat comum.

No Canvas, o Gemini consegue:

  • Criar arquivos de código
  • Manter versões
  • Atualizar partes específicas do app
  • Trabalhar como um ambiente de desenvolvimento guiado

Solicitando a Criação do App Jurídico

Dentro do Canvas, o pedido deve ser direto e detalhado. Em vez de perguntas genéricas, o ideal é usar comandos claros, como se estivesse falando com um desenvolvedor.

Um bom exemplo de abordagem seria pedir ao Gemini que crie um app jurídico web, especificando o objetivo, o público e a funcionalidade principal. Quanto mais contexto jurídico você fornecer, melhor será o resultado técnico.

O Gemini normalmente responde criando a estrutura inicial do app, incluindo linguagem utilizada, organização dos arquivos e explicação do funcionamento.

Detalhando as Regras Jurídicas do Aplicativo

Depois que o esqueleto do app está criado, o próximo passo é inserir a lógica jurídica. Esse é o momento de explicar ao Gemini quais leis se aplicam, quais critérios devem ser avaliados e como o sistema deve responder em cada situação.

O Canvas permite que essas regras sejam incorporadas diretamente ao código, e o Gemini costuma explicar exatamente onde cada regra está sendo aplicada, facilitando a validação jurídica.

Ajustes, Interface e Testes

Com a lógica pronta, você pode solicitar melhorias na interface, ajustes no fluxo do usuário e inclusão de relatórios ou exportação de resultados.

O Gemini é particularmente eficiente em refinar a interface visual do app e adaptar o sistema para diferentes cenários de uso, sempre mantendo o histórico no Canvas.

Como Criar um App Jurídico com o Claude

O Claude não utiliza Canvas da mesma forma que o Gemini, mas se destaca na fase de concepção, lógica jurídica e organização do raciocínio do aplicativo.

Ele funciona melhor quando usado como um arquiteto jurídico-técnico do sistema.

Estruturando o App com o Claude

Ao trabalhar com Claude, o ideal é começar pedindo a estrutura lógica do app, antes mesmo do código. Claude responde muito bem quando solicitado a definir etapas, fluxos de decisão e regras jurídicas.

Esse passo é especialmente importante para apps jurídicos complexos, como análise contratual, compliance ou automação de decisões baseadas em normas.

Transformando a Estrutura em Código

Depois que a lógica está validada, você pode pedir ao Claude que gere o código do aplicativo com base nessa estrutura. Ele costuma produzir códigos bem comentados e alinhados à lógica jurídica previamente definida.

Muitos profissionais utilizam Claude para criar a primeira versão do código e, depois, levam esse material para o Gemini, usando o Canvas para refinamento técnico e interface.

Boas Práticas ao Criar Apps Jurídicos com IA

Criar aplicativos com IA exige clareza e método. O profissional jurídico deve sempre revisar as regras implementadas, testar o app com casos reais e garantir que o sistema não seja utilizado como substituto da análise humana.

Além disso, é essencial considerar LGPD, sigilo profissional e limitações da tecnologia, deixando isso explícito no próprio aplicativo.

Conclusão

Criar apps jurídicos com IA usando Gemini ou Claude já é uma realidade prática. O Gemini, com seu Canvas, funciona como um ambiente de desenvolvimento assistido, enquanto o Claude se destaca na construção da lógica jurídica e na clareza conceitual.

Para o profissional do Direito, essa combinação representa uma nova competência: a capacidade de transformar regras legais em aplicações funcionais, usando a inteligência artificial como ponte entre o jurídico e a tecnologia.

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Lembre-se, a revolução da IA no mundo jurídico está apenas começando. Fique à frente da curva e aproveite todas as oportunidades que essa tecnologia oferece para impulsionar seu sucesso profissional.

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