Aviso rápido, para quem chegou aqui procurando o Juskit: a plataforma foi descontinuada e o endereço juskit.ai saiu do ar. O acervo não sumiu — ele mudou de casa e, na mudança, ficou melhor: os prompts e assistentes jurídicos do Jurídico Ágil estão agora abertos e gratuitos na Biblioteca de Agentes, em juridicoagil.com/gpts-assistentes-juridicos.
Transparência de casa: o Juskit era produto nosso. Descontinuar um produto próprio e dizer isso em voz alta é menos confortável do que deixar a página no ar fingindo que nada mudou — mas quem procurou por ele merece a informação certa e o caminho para o que substituiu.
O que mudou, na prática
O Juskit era uma biblioteca de prompts: comandos estruturados que você copiava e colava na IA da sua preferência. Funcionava, mas tinha um atrito que a gente subestimou — copiar, colar, ajustar, repetir. Toda vez.
A Biblioteca de Agentes resolve o mesmo problema um degrau acima. Em vez de um texto para colar, você abre um assistente já montado: o papel, as instruções, os limites e o formato de saída já estão dentro dele. Você abre o link e começa a trabalhar.
Juskit (descontinuado) | Biblioteca de Agentes | |
|---|---|---|
Formato | prompt para copiar e colar | assistente pronto, aberto por link |
Acesso | cadastro | aberto, sem cadastro |
Preço | plataforma própria | gratuito |
Onde roda | qualquer IA, manualmente | Google Gemini, direto |
O que você encontra na Biblioteca de Agentes
São 113 agentes ativos, organizados em 22 categorias, com mais de 25.000 acessos acumulados — recorte dos mais usados entre os mais de 300 agentes jurídicos que já criamos e testamos com times jurídicos reais.
As categorias cobrem o que a rotina pede: criação de peças, análise de documentos e contratos, pesquisa, gestão do escritório, marketing jurídico, atendimento, estudo e concursos. Há busca por texto, filtro por categoria e um selo para os agentes novos. Não há cadastro, não há e-mail obrigatório e não há versão paga escondida atrás dos melhores.
Uma nota importante sobre plataforma. Hoje os agentes da biblioteca abrem no Google Gemini. Isso é consequência de uma mudança da OpenAI, que restringiu a criação e o compartilhamento de GPTs — os links do ChatGPT saíram dos cartões por isso, não por preferência nossa. Se e quando a OpenAI reabrir, eles voltam: o acervo está guardado dos dois lados.
Como usar bem um agente pronto (o método continua valendo)
O que o Juskit ensinava sobre construção de comando não perdeu a validade — mudou só o lugar onde isso está embutido. Quatro hábitos que separam quem tira resultado de quem se frustra:
1. Dê contexto, não só a tarefa. O agente já sabe o papel dele. O que ele não sabe é o seu caso: a área, a parte que você representa, o que já foi decidido, o que não pode aparecer. Contexto curto e específico vale mais do que instrução longa e genérica.
2. Trabalhe em rodadas. A primeira saída é rascunho. A segunda, depois de você apontar o que está errado, é onde o ganho aparece. Quem aceita a primeira resposta está usando um décimo da ferramenta.
3. Nunca peça jurisprudência de memória. Este é o hábito que evita multa. O agente pode estruturar, resumir, organizar e sugerir teses — mas todo julgado citado se confere na fonte, um a um. Os casos brasileiros de sanção por citação inventada estão reunidos no placar de sanções por jurisprudência falsa.
4. Cuidado com o que você cola. Dado de cliente em ferramenta de terceiro é tratamento de dado pessoal, com deveres próprios. O que a LGPD cobra de você nesse cenário está no guia de IA, LGPD e ANPD para advogados.
E se você quiser criar os seus
A biblioteca resolve o caso geral. Escritório com processo próprio, área específica ou vocabulário de casa cedo ou tarde vai querer os seus próprios assistentes — e isso é mais simples do que parece: a parte difícil não é a ferramenta, é escrever com clareza o que você quer que ela faça. O caminho completo, do primeiro comando ao agente publicado, está no guia de inteligência artificial no Direito.




