Em 2026, o uso de IA generativa entre profissionais do Direito brasileiros chegou a 76% (salto de 21 pontos em um ano, segundo o estudo Jusbrasil/OABs), a FGV mede cerca de 80% no setor jurídico como um todo — e ainda assim só 8% das organizações exigem a competência na contratação. Este post é o placar consolidado: os números das principais pesquisas do ano — Jusbrasil/OABs, OAB-SP, FGV Direito SP, Thomson Reuters e a nova frente OAB-Stanford — cada um com sua fonte, no formato que você pode citar em palestra, parecer ou post sem medo. Nossa régua editorial de sempre: número sem fonte não entra; número da própria empresa vem avisado.
Adoção: quantos já usam
76% dos profissionais do Direito brasileiros usam IA generativa — salto de ~21 pontos em um ano (estudo divulgado pelo Jusbrasil com as OABs, 2026).
3 em cada 4 advogados usam IA no trabalho, segundo a pesquisa divulgada pela OAB-SP com o Jusbrasil (mar/2026).
~80% dos profissionais do setor jurídico usam IA, na medição da FGV Direito SP (CEPI, 2026) — com alta frequência de uso entre os adotantes.
Nos departamentos tributários corporativos, a adoção de GenAI chegou a 75%, com pesquisa tributária como uso nº 1 (77%) — Thomson Reuters, relatório de IA generativa em serviços profissionais 2025.
A leitura em uma frase: a adoção deixou de ser diferencial — virou linha de base. O diferencial migrou para o método (quem usa com processo, verificação e segurança).
A janela: uso alto, exigência baixa
77% usam IA — mas só 8% das organizações a exigem na contratação (2º Relatório IA no Direito, mar/2026). É a assimetria mais estratégica do mercado: a competência já é praticada pela maioria e ainda não virou requisito formal — quem a domina com método entra pela porta da frente enquanto ela diferencia.
A Robert Half lista IA generativa entre as competências que pagam acima da faixa salarial, e 44% dos gestores pagam mais por especialização (guia salarial) — o quadro completo de salários está no nosso guia.
Lembrança de marca: quais IAs o advogado cita
Top-of-mind medido na pesquisa OAB-SP/Jusbrasil (2026): ChatGPT 58% · Gemini 34% · Jus IA 22% (a primeira ferramenta especializada lembrada). O quadro completo de quem faz o quê — com preços verificados um a um — está no mapa das IAs jurídicas brasileiras.
O aparato público (os números do outro lado do balcão)
150+ modelos de IA registrados no catálogo oficial do Judiciário (Sinapses/CNJ), em 29 tribunais — sob a Resolução 615/2025 (supervisão humana; decisão só de máquina é vedada).
O CARF ligou a IARA (mar/2026) sobre um estoque de ~75 mil recursos e ~R$ 950 bilhões; a Justiça do Trabalho roda o Galileu nos 24 TRTs; o STJ opera Athos e Logos — o mapa completo está no guia da IA no Judiciário.
As execuções fiscais caíram 39,9% em 3 anos (27,3 → 16,4 milhões de processos; CNJ, Justiça em Números 2026) — tecnologia e triagem racional como motores.
O contrapeso: os números do risco
R$ 20 milhões: a maior multa já aplicada no país por citação inventada por IA (TJPR, jun/2026 — 2% de uma causa de R$ 1 bilhão).
10 salários mínimos: a multa do caso de julho/2026 por comando oculto para a IA do tribunal numa contestação — o guia do prompt injection conta o caso.
97,2%: a taxa de extração das instruções de GPTs personalizados demonstrada em pesquisa acadêmica (100% para arquivos anexados) — por que dado de cliente não entra em agente compartilhável.
E a régua institucional em três atos de 2026: Portaria RFB 647 (fev), Portaria CARF 142 (mar) e a Resolução CNJ 615 — nas três, IA não decide; humano decide.
Como citar estes números (a régua que usamos)
Sempre com a fonte e o ano — “76% (Jusbrasil/OABs, 2026)” vale; “a maioria usa IA” não vale nada.
Distinga pesquisa de claim: número medido por instituição ≠ número declarado pela própria empresa (quando citamos claims, avisamos — e você deveria também).
Números envelhecem: este post tem revisão programada no nosso ciclo — a versão mais recente estará sempre neste link. A frente mais nova a acompanhar: a pesquisa OAB-Stanford sobre IA na advocacia, lançada em julho, cujos resultados devem virar o retrato de referência do próximo ciclo.
O panorama completo — o que esses números significam na prática, ferramentas, riscos e método — está no nosso guia completo de IA no Direito; e transformar o número em competência é o que fazemos na Formação em Inteligência Artificial para o Mundo Jurídico.




